Hoje a Igreja se silencia frente ao mistério da Cruz, do Sofrimento que envolve a Jesus e a todo o ser humano. Somos hoje chamados a contemplar a árvore da Cruz. Da árvore do Paraíso recebemos o pecado, mas da árvore da Cruz recebemos o Cristo, como fruto do amor de Deus por nós. Do sono de Adão Deus gerou Eva, do sono de Cristo, durante a sua morte, Deus nos oferece água e o sangue, símbolo do Batismo e da Eucaristia. É Cristo se unindo a sua esposa, lhe dando o alimento que nos faz nascer e nos sacia. A mulher impulsionada pelo amor natural alimenta seu filho com o próprio leite e sangue, também Cristo alimenta com seu sangue aqueles a quem deu novo nascimento.
Jesus é chamado de “homem das dores”, que carrega sobre si, seu próprio sofrimento e de toda humanidade. Nossa celebração ajuda a entender que o sofrimento faz parte da vida humana e estão não tira o brilho, a beleza do ser humano. Ninguém deve buscar o sofrimento, mas, uma vez que o sofrimento nos afeta, é importante dar-lhes um sentido.
A 1ª leitura apresenta o sofrimento como caminho para o conhecimento (cf. v.11). Através dele alcança-se uma sabedoria profunda da vida. Quem sofre e acolhe o sofrimento com paciência, começa a compreender o valor da vida e passa a vivê-la de modo mais intenso.
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