quarta-feira, 3 de março de 2010

O grão de areia e a estrela: a possibilidade de um sonho!

Depois de escutar a canção de Maria Bethânia, a estrela do mar: “Um pequenino grão de areia. Era um eterno sonhador. Olhando o céu viu uma estrela. Imaginou coisas de amor! Passaram anos, muitos anos. Ela no céu, ele no mar. Dizem que nunca o pobrezinho pode com ela se encontrar. Se houve ou se não houve. Alguma coisa entre eles dois. Ninguém sabe até hoje afirmar. O certo é que depois, muito depois. Apareceu a estrela do mar”! resolvi escreve um pouco sobre a possibilidade de dois mundo tão distante se unirem para reescrever um novo capítulo na História.
Sem dúvida depois que o grão de areia conheceu a estrela tudo em sua vida mudou. A estrela outrora presente nas grandes noites de luar, agora é presença constante na vida do grão de areia mesmo nas mais fortes e tenebrosas tempestades. Já não é possível pensar a vida sem a presença da estrela no caminho do pequeno grão de areia.
Quando a estrela se ausenta para refazer seu brilho, para se alimentar da imensidão do universo, para se dedicar a seus objetivos pessoais há na praia da existência uma profunda sensação de vazio, parece que a vida do grão de areia fica sem sentido. Mas com o por do sol, dos dias distantes, a estrela reaparece com maior brilho, com mais ternura e afeto e torna cintilante o olhar do grão de areia. A ausência da estrela faz o grão de areia contemplar a imensidão do universo e se perder.
É da presença da estrela que ele tem a inspiração para projetar o futuro ou mesmo a força para ultrapassar as dificuldades quotidianas. É pela estrela que o grão de areia procura a cada dia se tornar melhor. Dessa história de amizade os dois encontram o ar da existência verdadeira e o tempero da história feliz. É a força para se respirar e se manter vivo... Ambos se compreendem, reconhecem as afinidades por mais que a distancia os impeça de vivê-las, ajudam a superar seus vícios, pecados... são abertos a escola do abraço onde no amor se educam e crescem juntos... Ambos admiram o mundo do outro e tem vontade de conhecê-lo. Respeitam as diferenças e trazem um ao outro, a paz, a calma, a doçura... tocam cada um a seu modo na alma do outro.

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